terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ANABOLIZANTES "UMA BOMBA PARA SAÚDE"


Dinheiro, sucesso, carrões, mulheres bonitas... Tudo isso lembra bem as belas imagens que víamos na televisão associadas às propagandas de cigarro. Com os esferóides anabolizantes acontece o mesmo. Para iludir, principalmente os jovens ansiosos em adquirir os músculos poderosos, as propagandas, tipicamente americanas, vêm embutidas no rótulo da saúde, muitas vezes vinculados à imagem de artistas "fortões" e famosos. O alvo são as academias de musculação onde estão, pela lógica, os adeptos à hipertrofia muscular.
Os anabolizantes são medicamentos à base de hormônio masculino testosterona com as características anabólicas (crescimento) e adrogênicas (caracteres sexuais masculinos). As finalidades são terapêuticas nos casos de tratamento de doenças como anemia, alguns tipos de câncer, casos de reposição hormonal, atrofias musculares causadas por certos tipos de doenças ou acidentes traumáticos.
Sem dúvida nenhuma os anabolizantes produzem o efeito desejado aos simpatizantes da hipertrofia muscular e força física. O esporte está cheio de casos de vitórias ilícitas ligadas a esses medicamentos. Infelizmente a gente só acaba sabendo dos males quando alguém muito famoso morre como foi o caso da velocista americana Florence Grift Joyner falecida com menos de 40 anos, fato incomum tratando-se de atleta, principalmente do sexo feminino que teve uma carreira meteórica nas pistas. Ou então, quando algum ex-atleta bota a "boca no trombone" em entrevistas à revistas ou jornais sensacionalistas. A gente fica sabendo também quando algum ex-usuário, depois de ter comido "o pão que o diabo amassou" com os efeitos colaterais convivendo inclusive com o câncer conseguindo escapar, resolve entrar na luta contra o uso de drogas no esporte divulgando o seu próprio caso.
Inúmeros efeitos colaterais de longo e curto prazo são relacionados com o uso de esteróides anabólicos. Vejam abaixo, alguns já conhecidos:
· Calvície;
· Acne;
· Agressividade;
· Hipertensão arterial;
· Hipertrofia da próstata;
· Limitação do crescimento;
· Hepatotoxidade;
· Impotência sexual;
· Esterilidade;
· Insônias;
· Cefaléias;
· LDL;
· HDL;
· Ginecomastia (surgimento de seios);
· Selamento das epífises ósseas;
· Coronáriopatias (complicações cardíacas);
· Enrijecimento das articulações;
· Atrofia testicular;
· Em mulheres, além dos acima citados podem ocorrer:
· Virilização;
· Crescimento de pelos;
· Engrossamento da voz;
· Hipertrofia do clitóris;
· Distúrbios menstruais e ovulatórios.

Então porque muitas pessoas ainda se utilizam desses recursos sintéticos perigosos?

Muitas pessoas recorrem aos anabolizantes, cujo uso é proibido, para "inflar" os músculos. Na prática, essas substâncias não oferecem nenhum benefício além do que você conseguiria treinando normalmente. A diferença está apenas no tempo em que os resultados começam a aparecer (e a sumir quando o consumo é, felizmente, interrompido). Cerca de um mês depois de treinar, já é possível perceber o aumento nos músculos de uma pessoa que consome esteroides. Os anabolizantes agem aumentando a síntese de proteínas realizada pelo organismo (as proteínas são os nutrientes responsáveis pela construção de massa magra). Com isso, aumentam os músculos, a força e a potência do aluno. Com mais força, você aguenta pegar mais pesado nos exercícios e o ciclo se repete.
O uso de anabolizantes diminui a produção de receptores de serotonina em regiões do cérebro relacionadas ao controle da agressividade. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em São Paulo. A serotonina, uma substância responsável por controlar emoções fortes, não pode passar suas informações de um neurônio para outro sem o receptor. Por isso, usuários de "bombas", como são chamados os anabolizantes, têm grande chance de se tornarem mais impulsivos, agressivos e ansiosos. Para a serotonina atuar no cérebro, ela precisa de proteínas receptoras. Como primeiro passo para fabricá-la, os neurônios produzem o ácido RNA mensageiro.

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